terça-feira, 2 de Dezembro de 2008

Fases

Tenho fases na minha vida. Nem sei como defini-las. Se tivesse alguma doença mental diagnosticada (até posso ter mas nunca o terá sido) diria que tenho episódios em que algo se manifesta mais. Não sei... ando numa fase de retorno. Retorno no sentido de retornar a sentimentos, dúvidas, medos, "apegamentos" a coisas "irreais". Necessidades de bengalas, suportes para andar. Bengalas e suportes irreais, inalcansáveis e insanos (parece-me).

Bom... estou numa fase de isolamento, de necessidade de me entender e cada vez mais me parece que por muito que pense não consigo reflectir...

quarta-feira, 1 de Outubro de 2008

Futuro

Definimos o nosso futuro quando ainda nem sabemos qual o significado dessa palavra. As nossas acções influenciam a forma como os outros nos veêm e, a forma como os outros nos veêm influenciam as nossas acções. Por vezes agimos sem saber e, quando nos apercebemos do erro que fizemos não sabemos, não conseguimos, corrigir porque somos demasiado pequenos para fazê-lo.

Definir o futuro quando não sabemos o que isso é, é algo absolutamente injusto que a vida nos põe nas mãos...

terça-feira, 16 de Setembro de 2008

estou numa angústia doida. Sem ter soluções, só esperas e prolongamentos... Que chatice!

sábado, 30 de Agosto de 2008

Viver num passado irreal

Há coisas que me enervam tanto, como fazem pena e angustiam.

Cruzo-me frequentemente com pessoas que vivem ontem. Mas vivem num ontem que nunca existiu mas que elas creem piamente ser verdade.

É a existência de um ente querido que faleceu e as faz sonhar. As faz reviver com esse ente coisas que nunca viveram. São histórias de amor e paixão que viveram sem nunca terem vivido. Contam tudo com o sorriso nostálgico de alguém que foi feliz e já não é mas que, quando "vivia" nesse tempo que agora conta, também contava outros tempos felizes que tinha tido e não tinha então. São as pessoas que sempre, desde que me lembro de existirem, viveram num passado. E se quando as conheci pensava que aquele passado era verdadeiro, agora que também eu faço parte das histórias desse passado, reconheço esse feliz passado mais "recente" como uma grande mentira. E, ao mesmo tempo que me enerva a mentira, faz-me pena. Faz-me pena e angustia-me que pessoas que, realmente, podiam viver boas histórias, podiam ser felizes não o sejam para transmitirem a ideia que já o foram e o deixaram de ser. E toda a vida o deixaram de ser...

A vida é hoje. Vive-se hoje. Lembra-se o ontem com a nostalgia e o amor que ao ontem se deve dar. Mas vive-se o hoje com a alegria e o sorriso que o hoje nos tem de dar, nos tem de permitir. E, mesmo que o hoje pareça pior que o ontem, a verdade é que ele existe, é nele que estamos e já que estamos temos de torná-lo o mais confortável e "prazenteiro" possível. Tal como procuramos o melhor lugar para colocar uma tenda num parque de campismo. Nos deitamos num colchão duro e num chão que limpámos antes. E, apesar de desconfortável (porque raramente uma tenda é confortável), sentimos o cheiro do mar, das sopas knorr. Tomamos banho, nem sempre quente, num chuveiro com chão de ripas de madeira e sentimo-nos bem como se tivéssemos saído de um jacuzzi. Sentimo-nos felizes porque queremos sentir.

Não precisamos de viver sempre com o jacuzzi, os morangos e o champanhe. Podemos ter a mesma felicidade (ou uma maior), com as ondas a roçar nos pés, o super maxi depois da sopa knorr do almoço, o passeio à beira mar seguido das lamejinhas para jantar...

segunda-feira, 11 de Agosto de 2008

Cães e gatos

Existe sempre uma tendência para separar quem gosta de cães e quem gosta de gatos (ou quem prefere uns em prol dos outros). Sempre me considerei uma mulher de cães e sempre achei estranho quem preferia uns animais completamente independentes, frios e desligados como os gatos em prol de uns dependentes, carinhosos e "needy" como os cães. Achava que era mais fácil gostar de cães do que de gatos. Que os cães dão ao ser humano, mesmo ao ser humano mais peturbado (como eu) tudo aquilo que necessita: uma total dependência e dedicação e não abandono.
Há pouco tempo percebi o quanto estava errada. Não tendo animais de estimação foi-me aparecendo em casa uma gata de alguém (não era gata da rua nem vadia), era de alguém mas que optava, por iniciativa, passar os dias em minha casa. Com ela aparecia um gato, também de alguém (que não sei quem). Aqui iam ficando, mais a gata que o gato. Entretanto a gata desapareceu (calculo que tenha tido os filhotes) e o gato ficou. Ficou ainda mais do que antes. Ficou todo o dia. Tem coleira, está limpo, gordo e bem tratado, mas escolheu-me. Escolheu-me de tal forma que começou a miar a pedir comida. Não adiantava dizer para ir para casa dele, fosse ela qual fosse, porque ele miava. Comprei friskies e passei a ter comida para gato em casa (sem ter gatos). Ao anoitecer ia embora, imagino, para casa dele. Há uns dias começou a deixar cocó na banheira de minha casa... arranjei um caixote de areia e passou a fazer por lá... comida, caixote de areia (sem ter gatos). Até que optou por dormir por cá. Em cima do sofá, em cima de uma cadeira almofadada... tenho um gato que era de alguém mas que me escolheu e percebi que isso sim é tudo o que uma pessoa perturbada como eu precisa. Uma pessoa perturbada precisa de se sentir especial, escolhida. Precisa de saber que quem está com ela, está porque quer e não por ser obrigado ou por não ter opção.
Os cães não têm opção, porque são assim mesmo, fiéis a quem é dono deles. Os gatos escolhem com quem querem ficar. Os gatos são os nossos donos e não o contrário. Ter um gato, ter a escolha de um gato, faz de nós algo especial... Somos "posse" de algo que nos escolheu.
Neste caso sinto que alguém ficou sem um gato que agora é meu porque o gato assim quis, não por eu ter optado por tal. E isso é muito mais fiel do que a "não" opção que os cães sentem ter.

Qualquer dia sou uma "cat lady".


P.s. - fosga-se que já não escrevia desde Fevereiro!...

sexta-feira, 29 de Fevereiro de 2008

Bissexto

Deixa cá aproveitar porque agora só daqui a 4 anos é que posso ter esta data no blog.

quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2008

Mudar o mundo

Sempre que interagimos com alguém influenciamos a forma como o mundo se move. Nem sempre sabemos o resultado das nossas acções. Que consequências tiveram as nossas palavras na vida de alguém que as escutou, mas todas as palavras que dizemos e atitudes que tomamos têm algum tipo de influência na vida dos outros e, consequentemente, no mundo. As consequências são tanto mais notáveis quanto maior for a nossa importância, seja ela emocional ou social.
Apesar de tudo isto parece-me que as pessoas individuais, de forma geral, não se apercebem da importância que têm na forma como o mundo roda e continuam, descuidadamente, a lidar com os outros seres humanos.

quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2008

A ti...

Quando te peço, te "rezo", te penso, o meu "mundo gira e avança" e eu penso de novo em ti. Estás lá ou será coincidência? Será real ou loucura?
Há coisas que enegrecem um dia claro e tu, tu surges-me no pensamento com soluções reais e realistas. É o telefone que toca naquele momento em que desespero um pouco mais, logo depois de "te ter pensado". Eu vejo-te nos olhos da alma, aqueles que não escondem a verdade ou que a constroem na medida daquilo que preciso.
Hoje peço-te por mim e por quem amas tanto quanto eu. Lamento e angustio por não conseguir perdoar aqueles negrumes... Mas volto a pedir para, um dia, com a calma que sei me vais dar, consiga respirar profundamente sem ressentimentos.

Obrigado. Muito e muito obrigado hoje, mesmo que o amanhã se revele uma desilusão.

Ligações surpreendentes I

- A Cidade Supreendente - É um blog de Carlos Romão. Não sei se o Carlos é fotógrafo profissional ou "apenas" amante da fotografia. Sei que as imagens que divulga, e julgo serem de sua autoria, no blog "A cidade surpreendente", de facto me surpreendem. Surpreendem pela sua qualidade e também por conseguirem transmitir tão bem a alma do Porto.
Cidade surpreendente deixa-me um quê de nostalgia na minha alma sempre que abro o blog. É um sorriso guardado e memórias escondidas. Um blog que transmite uma cidade. O melhor sitio sobre o Porto que já vi na web, pelo menos sobre o Porto de quem o ama e o conhece. O Porto tem de ser vivido para ser amado e tem de ser amado para ser vivido. O Carlos Romão é, com toda a certeza, amante do Porto e a sua paixão está bem divulgada no blog que me surpreende tanto quanto a cidade.

terça-feira, 19 de Fevereiro de 2008

Inveja e mediocridade

A inveja não é um sentimento bonito, mas se nos limitarmos a invejar e a tentar ter mais e melhor não vem daí grande mal ao mundo. Mas há aquele tipo de inveja que não se limita a tentar ter mais e melhor, há aquela inveja que tenta castrar, impedir ou roubar quem se inveja, com medo que tenham mais e melhor que nós e, logo, nos sentamos piores do que eles... Essa inveja castrante, sufocante e prejudicial é coisa que odeio de morte, mais ainda quando me tentam impedir de ser feliz e me querem ver enfiada na mesma mediocridade onde se encontram...

segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2008

Responsabilidades

O nosso grande mal, quando temos algo que temos de fazer, é estarmos mais preocupados com o facto de irmos ou não fazer as coisas bem, em vez de nos preocuparmos em, simplesmente, fazê-las...